5 meses de Sampa. Agora na minha casa me enquadro numa moldura de paulistano. Problemas com o tempo da capital. não me desdobro em 5. Elencar prioridades entre tudo que não se abre mão. Poeira da cidade. variações de temperatura. Desejos. Amizades em bares e almofadas estilizadas. Na briga de trãnsito a ansiedade por talvez partilhar da nóia dele também, mesmo não estando na briga. candidatos em campanha comem em barraquinhas e cumprimentam a todos. esticam as mãos e balançam apertando. Em Açailândia quase não há Açaí. O metrô de manhã estava lotado e uma velhinha ria, enquanto eu quase me desesperei. Não sabia se ria do meu desespero ou me desesperava com o riso da véia, então rimos todos prensados. Como hot dogs prensados. E seguimos todos para mais um dia que seria normal, não fosse a gripe que ameaça me derrubar. li que o vírus viajam o mundo entre as estações e volta.
Minha rua não está na área de cobertura da NET, e speedy é caro. Quero tomar umas brejas amanhã, se estiver bem. E ver alguns amigos, arrumar a casa e ver os sobrinhos. Jogar bola. Quase um carro bate na esquina, mega freiada. Camila fez cara de quem aguarda a batida. Ela se envolveu num acidente dias atrás.
Comi sushi, estava bom. Suco de abacaxi natural. O brasil importa agrotóxicos proibidos no país de origem. estou de mau humor. Sem chances de otimismo por hoje. 3% dos latifundiários do país monopolizam mais da metade das terra cultiváveis. e eu não sei o que quero da vida hoje. talvez deseje um punhado de instantes perdidos e amontoados, para que eu os organize como queira e possa por um instante desses viver aquém das restrições horárias.
ATÉ NO LIXÃO NASCE FLOR
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